Competências socioemocionais é tema da 1ª Jornada Pedagógica de 2018

Publicado em 07.02.2018 - Notícias - Sem comentários

A 1ª Jornada Pedagógica de 2018 aconteceu na noite de 6 de fevereiro, no espaço Multimídia do Colégio Sagrado Coração de Maria do Rio de Janeiro – Sacré-Coeur de Marie-RJ. No encontro pedagógico, a convidada especial Letícia Lyle, educadora e doutora, formada pelo Teachers College da Columbia University, falou sobre “Competências Socioemocionais” para todos os professores e professoras presentes. 

A coordenadora pedagógica geral do colégio, Rosana Cattete, comentou a existência de temas em comum para a formação do corpo docente da Rede Sagrado. Segundo ela, o tema da reunião, alinhado às metodologias ativas, é um dos principais assuntos a serem estudados pelos educadores da instituição nos próximos dois anos. 

Letícia falou sobre a importância de trabalhar as competências socioemocionais – conscenciosidade, sociabilidade e autorregulação – em conjunto com as competências cognitivas, de modo a aumentar as chances de sucesso futuro dos estudantes. 

As habilidades cognitivas são mecanismos do cérebro que se relacionam com os processos de aprendizagem e de memorização. É possível treinar o cérebro por meio da realização de exercícios cognitivos, como o processamento de novos estímulos ou informações. Já as competências socioemocionais representam o conjunto de habilidades que cada pessoa possui para lidar com as próprias emoções, se relacionar com os outros e gerenciar objetivos de vida – por exemplo, o nível de autoconhecimento e a capacidade de colaboração e resolução de problemas.

No início da palestra, Letícia contextualizou os desafios da sociedade atual para melhor compreensão da necessidade das competências socioemocionais. A especialista falou sobre os desafios da volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, velocidade da transformação, tecnologia e automação, educação globalizada, sustentabilidade e da vida em sociedade. 

Em seguida, discorreu sobre a relevância da informação, que pode contrastar o que o professor quer ensinar ao que os alunos têm interesse em aprender. 

Segundo a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Andréa Miranda, atualmente, as crianças e jovens são cada vez mais detentoras de diferentes tipos de informações, por isso, é ainda mais necessário ir além. “Para conseguirmos atrair a atenção deles, precisamos ir além do conceitual. Eles demonstram mais interesse quando compreendem a aplicabilidade e finalidade desses conceitos acadêmicos em seus próprios cotidianos. Ou seja, é importante darmos importância ao como e ao para quê”, disse.

Letícia também explicou a teoria dos Big Five Personality Constructs, que analisa a personalidade humana em cinco dimensões: abertura a novas experiências, extroversão, amabilidade, conscienciosidade e estabilidade emocional.

Abertura a novas experiências:  tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais. O indivíduo aberto a novas experiências caracteriza-se como imaginativo, artístico, excitável, curioso, não convencional e com amplos interesses.

Conscienciosidade: inclinação a ser organizado, esforçado e responsável. O indivíduo consciencioso é caracterizado como eficiente, organizado, autônomo, disciplinado, não impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).

Extroversão: orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo, pessoas e coisas (em vez do mundo interno da experiência subjetiva). O indivíduo extrovertido é caracterizado como amigável, sociável, autoconfiante, energético, aventureiro e entusiasmado.

Amabilidade: tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O indivíduo amável ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altruísta, modesto, simpático, não teimoso e objetivo (direto quando se dirige a alguém).

Estabilidade Emocional: previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indivíduo emocionalmente instável é caracterizado como preocupado, irritadiço, introspectivo, impulsivo, e não autoconfiante.

Rosana Cattete ressalta que, para o desenvolvimento de crianças e formação integral de jovens, o mais importante não é a quantidade de informação “introduzida” em seus cérebros, mas o trabalho com um conjunto extenso de qualidades, como a persistência, autocontrole, curiosidade, determinação e autoconfiança. “A palestrante Letícia Lyle abordou de forma muito consistente o assunto das competências socioemocionais. Com certeza, aproveitamos bastante o conteúdo apresentado e seguiremos investindo no desenvolvimento das habilidades de relação com o outro e com o mundo”, comentou a coordenadora geral.

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